A drenagem torácica, segundo protocolos atualizados no Brasil (2024–2026), deve seguir diretrizes rígidas de segurança, controle de infecção e monitoramento contínuo.
Indicação:
- Hemotórax.
- Pneumotórax.
- Hemopneumotórax.
- Empiema na cavidade pleural.
- Quilotórax.
- Hidrotórax.
- Distúrbios graves de coagulação ou infecção no local de inserção.
Material Necessário:
- Bandeja de inox.
- Solução anti-séptica.
- Fita adesiva hipoalergênica.
- Esparadrapo ou película transparente.
- Água destilada ou Soro fisiológico 0,9%.
- Luva estéril.
- Gaze estéril.
- Frasco coletor com selo d'água
- Tesoura.
- Biombo s/n.
- Higienização das mãos antes de iniciar o procedimento.
- Orientar o paciente sobre o curativo e a importância da manutenção da esterilidade.
- Preparar o material em bandeja estéril: gaze, solução antisséptica, fita adesiva/esparadrapo ou película transparente.
- Retirar cuidadosamente o curativo anterior, avaliando o aspecto da pele e do ponto de inserção do dreno (presença de secreção, hiperemia, sinais de infecção).
- Realizar antissepsia da pele ao redor do dreno com solução apropriada (clorexidina alcoólica 0,5% ou PVPI, conforme protocolo institucional).
- Secar com gaze estéril sem friccionar excessivamente.
- Cobrir o local com gaze estéril ou película transparente, garantindo vedação e fixação adequada.
- Fixar o dreno com esparadrapo ou fita adesiva, evitando tração ou dobras que possam comprometer o sistema.
- Identificar o curativo com data e hora da troca.
- Descartar material utilizado em recipiente adequado para resíduos infectantes.
- Higienizar novamente as mãos após o término.
- Registrar em prontuário: aspecto da pele, tipo de secreção, volume drenado, condições do sistema e intercorrências.
Recomendações Importantes:
Troca do curativo diariamente ou sempre que houver sujidade, umidade ou perda da vedação.
Avaliar sinais de complicação: dor intensa, saída de secreção purulenta, sangramento, enfisema subcutâneo.
Manter sistema fechado e vedado, evitando desconexões.
Educar paciente e familiares sobre não manipular o dreno e comunicar qualquer alteração.
Referências:
BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas – Cuidados com Drenagem Torácica. Brasília: Ministério da Saúde, 2024.
CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM (COFEN). Resolução nº 675, de 5 de maio de 2021. Dispõe sobre a atuação da equipe de enfermagem em procedimentos invasivos e cuidados com drenos. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 6 maio 2021.
CONSELHO REGIONAL DE ENFERMAGEM DE SÃO PAULO (COREN-SP). Guia de Boas Práticas de Enfermagem: Drenagem Torácica e Curativos Cirúrgicos. São Paulo: COREN-SP, 2025.
EBSERH – EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES. Manual de Procedimentos Cirúrgicos e Cuidados Pós-Operatórios. Brasília: EBSERH, 2024.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE CIRURGIA TORÁCICA (SBCT). Diretrizes para o Manejo de Drenos Torácicos. São Paulo: SBCT, 2024.
WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Guidelines for Chest Tube Drainage and Infection Control. Geneva: WHO, 2023.




