1. Avaliação Inicial
Verificar responsividade e respiração: ausência de movimentos respiratórios ou gasping indica necessidade de intervenção imediata.
Monitorar frequência cardíaca (FC): se <100 bpm, iniciar suporte ventilatório; se <60 bpm após ventilação adequada, iniciar compressões.
2. Ventilação
Prioridade absoluta: a ventilação eficaz é o principal determinante da reversão da PCR neonatal.
Técnica: máscara facial bem ajustada, bolsa autoinflável ou T-piece.
Oxigênio: iniciar com ar ambiente (21%) em recém-nascidos ≥34 semanas; ajustar conforme saturação pré-ductal.
3. Compressões Torácicas
Indicação: FC <60 bpm após 30 segundos de ventilação eficaz.
Técnica recomendada: método dos dois polegares, envolvendo o tórax.
Relação compressão-ventilação: 3:1 (90 compressões e 30 ventilações por minuto).
4. Fármacos
Adrenalina: indicada se FC <60 bpm após 60 segundos de ventilação e compressões eficazes.
Via preferencial: intravenosa (veia umbilical). Dose: 0,01–0,03 mg/kg.
Volume expansor: considerar em casos de suspeita de hipovolemia ou choque hemorrágico.
5. Equipe Multiprofissional
Enfermeiros: preparo de materiais, monitorização contínua, administração de fármacos.
Médicos: decisão terapêutica, execução de procedimentos avançados.
Fisioterapeutas e outros profissionais: suporte ventilatório e acompanhamento pós-reanimação.
6. Pós-Reanimação
Monitorização contínua: temperatura, glicemia, oxigenação.
Encaminhamento: unidade de terapia intensiva neonatal.
Debriefing da equipe: análise do atendimento para melhoria contínua.
Pontos-Chave das Diretrizes 2026
Ventilação eficaz é a intervenção mais importante.
Compressões torácicas só após garantir ventilação adequada.
Uso de adrenalina restrito a casos refratários.
Saturação pré-ductal deve guiar suplementação de oxigênio.
Principais Passos:
Avaliação inicial (respiração e frequência cardíaca)
Ventilação eficaz como prioridade
Compressões torácicas 3:1 quando FC <60 bpm
Reavaliação após 1 minuto
Administração de adrenalina se refratário
Cuidados pós reanimação




