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O atendimento à parada cardiorrespiratória em neonatos exige resposta imediata e coordenada da equipe multiprofissional. As diretrizes brasileiras de 2026, alinhadas ao ILCOR, reforçam a importância da ventilação eficaz como prioridade, seguida de compressões torácicas e uso criterioso de fármacos.

1. Avaliação Inicial

  • Verificar responsividade e respiração: ausência de movimentos respiratórios ou gasping indica necessidade de intervenção imediata.

  • Monitorar frequência cardíaca (FC): se <100 bpm, iniciar suporte ventilatório; se <60 bpm após ventilação adequada, iniciar compressões.


2. Ventilação

  • Prioridade absoluta: a ventilação eficaz é o principal determinante da reversão da PCR neonatal.

  • Técnica: máscara facial bem ajustada, bolsa autoinflável ou T-piece.

  • Oxigênio: iniciar com ar ambiente (21%) em recém-nascidos ≥34 semanas; ajustar conforme saturação pré-ductal.


3. Compressões Torácicas

  • Indicação: FC <60 bpm após 30 segundos de ventilação eficaz.

  • Técnica recomendada: método dos dois polegares, envolvendo o tórax.

  • Relação compressão-ventilação: 3:1 (90 compressões e 30 ventilações por minuto).


4. Fármacos

  • Adrenalina: indicada se FC <60 bpm após 60 segundos de ventilação e compressões eficazes.

  • Via preferencial: intravenosa (veia umbilical). Dose: 0,01–0,03 mg/kg.

  • Volume expansor: considerar em casos de suspeita de hipovolemia ou choque hemorrágico.


5. Equipe Multiprofissional

  • Enfermeiros: preparo de materiais, monitorização contínua, administração de fármacos.

  • Médicos: decisão terapêutica, execução de procedimentos avançados.

  • Fisioterapeutas e outros profissionais: suporte ventilatório e acompanhamento pós-reanimação.


6. Pós-Reanimação

  • Monitorização contínua: temperatura, glicemia, oxigenação.

  • Encaminhamento: unidade de terapia intensiva neonatal.

  • Debriefing da equipe: análise do atendimento para melhoria contínua.


Pontos-Chave das Diretrizes 2026

  • Ventilação eficaz é a intervenção mais importante.

  • Compressões torácicas só após garantir ventilação adequada.

  • Uso de adrenalina restrito a casos refratários.

  • Saturação pré-ductal deve guiar suplementação de oxigênio.



Principais Passos:

  • Avaliação inicial (respiração e frequência cardíaca)

  • Ventilação eficaz como prioridade

  • Compressões torácicas 3:1 quando FC <60 bpm

  • Reavaliação após 1 minuto

  • Administração de adrenalina se refratário

  • Cuidados pós reanimação



Referências:
ALMEIDA, Maria Fernanda Branco de; GUINSBURG, Ruth; Coordenadores Estaduais do PRN-SBP; Grupo Executivo do PRN-SBP; Departamento de Neonatologia da SBP. Reanimação do recém-nascido ≥34 semanas em sala de parto: Diretrizes 2026 da Sociedade Brasileira de Pediatria. Rio de Janeiro: SBP, 2026. DOI: https://doi.org/10.25060/PRN-SBP-2026-1.

GUINSBURG, Ruth; ALMEIDA, Maria Fernanda Branco de; Coordenadores Estaduais do PRN-SBP; Grupo Executivo do PRN-SBP; Departamento de Neonatologia da SBP. Reanimação do recém-nascido <34 semanas em sala de parto: Diretrizes 2026 da Sociedade Brasileira de Pediatria. Rio de Janeiro: SBP, 2026. DOI: https://doi.org/10.25060/PRN-SBP-2026-2.


Data da publicação: 13/09/2026
Validação e aprovação: Aña Carolina Palmìeri - Educação Corporativa

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